cobra
poema de Demétrio Panarotto [imagem: Lorenzo Panarotto] Cobra I cobra na fatura mordida sem medida à prestação da morte sangue já fora das veias sorriso de testemunha o fim é dependurado II cobra no boleto felicidade em vidrinhos boletas pagas boletas pagas mordida lenta sono alguns meses de vida corpo parafusado no caixão III cobra na duplicata um duo de miséria as presas inoculando servidão servilismo só solta a vítima depois do acalanto IV cobra em prestação parece aperto de sucuri morte a bem suada puxa o ar nem vírgula vem baba no canto da boca sorriso amarelo pastel V cobra...

Comentários
Postar um comentário