Pois é... o que essa situacao toda me lembrou foi muito essa fábula. Onde esta a a escritura? A agua nao corre para baixo? "Mas mesmo assim eu vou te devorar"...
poema de Maria Marta Nardi Código de Barras as loucuras são súbitas e largas não cabem na pauta ferem, indiferentes riso de faca na língua lábios finos dos que têm fatalidades como talento proliferam todos os tipos de parasitas estreantes abutres e aprendizes à sombra de um passado trombeteiam imbecilidades na antessala do mal carregam as noites em porões úmidos ostentam um gozo anunciado entre vaginas e ratos
poema de Demétrio Panarotto [imagem: Lorenzo Panarotto] Cobra I cobra na fatura mordida sem medida à prestação da morte sangue já fora das veias sorriso de testemunha o fim é dependurado II cobra no boleto felicidade em vidrinhos boletas pagas boletas pagas mordida lenta sono alguns meses de vida corpo parafusado no caixão III cobra na duplicata um duo de miséria as presas inoculando servidão servilismo só solta a vítima depois do acalanto IV cobra em prestação parece aperto de sucuri morte a bem suada puxa o ar nem vírgula vem baba no canto da boca sorriso amarelo pastel V cobra...
poema de Teresa Haase notícia de jornal flagra na bunda do senador! nádegas a declarar a roubalheira imunda nos anais da política brasileira trocadilhos de rir coprorrisos sem pudor compromissos os efeitos entorpecidos nas vísceras des leitos des curas des tratos mortes em lenta tessitura
Pois é... o que essa situacao toda me lembrou foi muito essa fábula. Onde esta a a escritura? A agua nao corre para baixo? "Mas mesmo assim eu vou te devorar"...
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