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eita

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do editor eita os moralistas de whatsapp o filosofante e encanecido youtuber  a incontinência oratória dos tarados por bater continência  os 600 participantes da cúpula conservadora das américas  paraná santa catarina  rio grande do sul  e são paulo capitaneando e capitalizando  o orgulho de ser de direita sem precisar pagar o menor tributo que seja à reflexão  a musculatura de estopa do empreendedorismo o pentecostalismo ostentação  as faturas da fé a cada fim de mês  o maldizente cidadão de bem o capoeira qué apanhá? pernas e cabeças na calçada

13 paródias políticas

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 poema de  Eduardo Sinkevisque 13 paródias políticas é fake é faca é o fim da picada I Onde queres fascismo, sou Haddad Onde queres centrão, sou Haddad Onde queres Ciro, sou Haddad onde sou só Haddad, queres não e onde não queres liberdade, liberdade não falta e onde voas rasteiro, Haddad é céu e onde pisas o chão, minh'alma Haddad e ganha, com Manuela, essa eleição. II É Ciro que eles querem. É Haddad que eles vão ter. III A crítica que não toque no Haddad. (ao menos até o fim das eleições) IV Vocês que fazem parte dessa polaridade que passa nas eleições do futuro segundo turno é duro tanto ter que caminhar e dar muito mais do que receber. V Tornei-me um anti-cirista nesta vida. VI Chapeuzinho Vermelho pergunta pro Coiso: - Por que esse cagaço todo em ir aos debates? O Coiso responde: - É pra ganhar eleição. VII Oh, eleitor, vou lhe pedir um favor, que só depende...

lavar a boca

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poema de Adriane Garcia  LAVAR A BOCA Quando a palavra Liberdade Vem da boca dele É um acinte Por isso eu recupero A palavra Liberdade Meus amigos recuperam A palavra Liberdade Aquele homem preso Aquela mulher presa Aquele jovem preso Cumprindo a Provisória Sem julgamento Há oito meses Recuperam A palavra Liberdade Quando a palavra Liberdade Fica trancafiada num Discurso Dele Em quatro linhas Em Meio minuto De estupro da Palavra Liberdade Eu a recupero Eu e meus amigos E aquele homem, E aquela mulher E aquele jovem E os que são perseguidos Para que percam Não somente a Liberdade Mas a Palavra Nós recuperamos A palavra Liberdade Todas as vezes Que ele vier nos roubar O seu sentido. .

recuerdos del batoví

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poema de Daniel Veloso Recuerdos del Batoví Un día de lluvia        pasé   rápido en un vehículo       frente al cerro         erguido          eterno   que conocí tanto     en mi joven          soledad allí estaba     empapado      rezumante         verde nada decía     nada cómo rodeé su cima   cómo volé con las aves      de alas negras        igual que los    sueños negros atrapados      que escribí        en aquellas mañanas           de frío las manos      hervía...

a máquina da morte

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poema de André Capilé a máquina da morte nos chegava coturna como a besta trincadentes (bandeiras vão voar — um viva às bruxas — feitiço rubro na língua das ruas nos vimos horizonte olhos nos olhos e o abraço que nos demos fortaleza foi grão de resistir mas não por medo)

carta aos amigos

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poema de Vanderley Mendonça CARTA AOS AMIGOS estamos sós, camaradas. já perdermos mesmo se, por milagre, ganharmos  perdemos para os nossos e não para o ódio da passeata da Paulista.  a hora da crítica não era agora  (certo, Mano?) não era a hora, não é dahora no palanque já não ajuda abraçaços agora,  "leãozinho" depois de chamar quem por ti lutou de analfabeto ignorante o monstro mostrou a fauce a verdadeira face dormida talvez não haja outra saída (não leram o poeta? ele avisou mais de uma vez em 2013 e em 2016 um partido não é um escritório digo a vocês: e neste país só há um partido que não é um escritório tem nele milhares de pés descalços milhares de mãos calejadas que lutam e lutarão por vocês mãos e pés que morrem e nunca escrevem canções que germinam a terra com sangue  mirem-se nos exemplos da poesia no front (apollinaire, ungaretti, hemingway) vocês já viram alguém morrer na sua frente?  não pela vi...

AONDE VAMOS NESTA NOITE ESCURA?

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poema de Leonardo Antunes AONDE VAMOS NESTA NOITE ESCURA? Guiados sob a luz das viaturas, com o peito insuflado em grito horrendo, aonde vamos nesta noite escura? Por todo lado assomam sepulturas enquanto nós seguimos, num crescendo, guiados sob a luz das viaturas. Unidos não no amor, mas na tortura, já não sei o que somos nem entendo aonde vamos nesta noite escura. Confiantes de ter real cultura, espezinhamos leis e referendos, guiados sob a luz das viaturas. Quando foi que trocamos a ternura, o amor e a compaixão por dividendos? Aonde vamos nesta noite escura? Impõe-se nova, exótica escritura: não se pergunte, nem aos reverendos guiados sob a luz das viaturas, aonde vamos nesta noite escura.